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Autor Tópico: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP  (Lida 7918 vezes)

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pepper

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #45 em: Março 21, 2019, 10:37:23 am »

Antes de mais, obrigado mais uma vez pela vossa confiança, levando-me a ser novamente eleito como delegado dos jogadores à AG da FPP. Mãos à obra!

Nova AG da FPP agendada para 10 de abril. Ordem de trabalhos:

1. Retificações à tabela de taxas para 2019 - ainda não sei o que vai ser retificado à tabela de taxas já aprovada na última AG
2. Relatório de atividade e contas de 2018
3. Retificações ao orçamento para 2019 - ainda não sei o que vai ser retificado ao orçamento já aprovado na última AG
4. Projeto de padel no Estádio Nacional
5. Outros

Aguardo pelos vossos comentários e sugestão de outros temas que queiram ver discutidos na AG
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tapimentel

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #46 em: Abril 17, 2019, 05:33:45 pm »


PS: Já li sobre o projeto de Padel Escolar. Para esse projeto têm os meus parabéns!

um excelente projeto!
[/quote]

Aqui segue um video do Manu Martin que elogio este mesmo projeto!
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pepper

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #47 em: Abril 22, 2019, 04:34:10 pm »

infelizmente não pude marcar presença na última AG, primeira vez em mais de 2 anos que sucedeu, mas consegui passar as notas do que pretendia levar a discussão a outro delegado que teve a gentileza de as transmitir. deixo aqui as questões que coloquei e as respostas, juntamente com mais alguns comentários do que me transmitiram ter sido discutido:

1. Retificações à tabela de taxas para 2019
a) porque saíram as provas de veteranos da tabela e que taxas lhe são aplicadas?
- as provas de veteranos passaram a ser taxadas pela tabela dos séniores

b) foi criada a categoria 15 000 na tabela de inscrições, mas na secção de Fees de serviços, as mesmas não são referidas - esquecimento?
- esta categoria não está aqui incluída porque está reservada à organização de própria FPP, pelo que não se lhe aplicam taxas

c) qual o racional por detrás dos aumentos das ações de formação para monitores e a criação de uma nova categoria de ações certificadas FPP? as ações anteriores da FPP não eram certificadas?
- a categoria de ações certificadas pela FPP foi uma exigência do IPDJ para eles próprios poderem certificar essas formações e reconhecerem os respetivos formandos, o que implica um aumento dos custos

2. Orçamento retificativo
a) qual a razão de um gasto de 3000 eur com a Four Nations Padel Cup e porque razão foi agora feito este gasto não orçamentado nesta competição e não foi feito no passado com outras competições semelhantes?
- esta é uma nova competição que foi criada recentemente, uma espécie de Mundialito, e que foi criada recentemente. Portugal foi convidado a participar e com os custos incluídos no novo orçamento

b) porque razão decrescem os gastos com formação de RH para menos de metade? o que mudou desde dezembro na avaliação dessas necessidades? unicamente a expetativa de menor encaixe de verbas do IPDJ? se foi essa a razão, a que se deve esse decréscimo?
- este decréscimo tem a ver com a expertativa de menor encaixe de verbas para formação por parte do IPDJ, pelo que tendo já esse dado como adquirido, foi corrigida a verba no orçamento rectificativo

3. Relatório e contas - este documento só nos foi enviado pouco tempo antes da AG, não tendo eu conseguido analisar o mesmo em detalhe, sendo que o documento de aprovação do ROC chegou apenas no próprio dia da AG
a) porque razão não são apresentados dados concretos dos jogadores filiados em 2018, assim como a sua distinção para os praticantes
- a resposta foi vaga, tendo sido referido que esses dados podem ser consultados ou pedidos diretamente à FPP. o sentido da minha questão era o facto de serem apenas apresentados valores redondos de jogadores filiados (6000 em 2018) e não valores concretos como nas restantes categorias de filiados

b) como se explica a diminuição de monitores federados com um crescimento tão acentuado da modalidade?
- justificaram esse decréscimo com a necessidade de certificação por parte do IPDJ que muitos dos monitores ainda não solicitaram, tendo-se ficado pela certificação da FPP

4. Projeto de padel no Estádio Nacional
- o projeto tem vindo a avançar, estando agora em discussão a localização dos campos de padel no complexo do Jamor
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #48 em: Novembro 26, 2019, 09:13:58 am »

bom dia. nova AG da FPP no próximo dia 7 de dezembro, pelo que vos peço que deixem aqui as vossas questões, dúvidas ou sugestões de temas para discussão na mesma. a ordem dos trabalhos é a de sempre, orçamento e taxas para 2020 e a novidade é a ratificação da filiação da FPP na EPA, instituição para a qual a FPP já realizou entretanto uma prova e tudo :)

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #49 em: Novembro 26, 2019, 02:37:50 pm »

Não sei se é assunto para aqui mas talvez seja bom sondarem o que se passa:
A FPP está a trabalhar mal (??) no que diz respeito aos serviços de secretaria (??), possivelmente por falta de pessoal. As pessoas são super simpáticas, atendem os telefones com a máxima brevidade, mas a verdade é que não conseguem despachar os assuntos correntes, apesar de haver muito boa vontade.

Por exemplo:
1 - Há um ou dois anos os pagamentos das inscrições dos jogadores nos torneios aos clubes demorava 5 dias, actualmente estão a demorar mais de um mês e para os clubes esta situação é intolerável.
2 - Os treinadores de padel cujos estágios terminaram em Julho ainda estão a aguardar a emissão dos diplomas com discriminação das notas para solicitar credencial ao IPDJ (uma vez que o simples diploma inicial não foi suficiente para evitar o indeferimento da passagem da credencial).

São situações que dão má imagem à FPP e que seriam facilmente ultrapassáveis (??). Por essa razão estou aqui a dar conhecimento porque parece que alguns responsáveis com quem falei nem chegam a ter conhecimento (??) destas situações.
« Última modificação: Novembro 26, 2019, 02:38:39 pm por F. Cardoso »
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #50 em: Novembro 26, 2019, 03:21:02 pm »

Acho que o atraso no calendário de jogos no nacional de clubes deste fim de semana também lamentável e ridículo, contrário ao próprio regulamento da prova ! Devia ser uma das provas mais importantes da federação e o desinteresse foi total. No site ainda tinha o regulamento do ano anterior e sinceramente acho que os prêmios deviam ser entregues por membros da federação e não pelos juízes!
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pepper

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #51 em: Novembro 27, 2019, 08:34:17 am »

tudo anotado para levar a discussão, inclusivamente os do Fernando, embora estes digam respeito aos clubes e treinadores, que têm delegados próprios, mas sem dúvida puxarei os assuntos e darei depois aqui feedback.

mais temas?
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Hugo Medeiros

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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #52 em: Dezembro 11, 2019, 12:49:42 pm »

Vais meter aqui o feedback da AG ou criar um novo tópico?

Abraço e bom trabalho!
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #53 em: Dezembro 12, 2019, 04:10:38 pm »

Olá Hugo, sim, este fim de semana coloco aqui o que foi discutido e decidido
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #54 em: Dezembro 15, 2019, 12:33:15 pm »

vou deixar aqui os principais tópicos discutidos na AG

ORÇAMENTO
- Mais uma vez foram referidos o pouco tempo disponível para avaliar os documentos sujeitos a aprovação, o que inviabiliza um análise detalhada dos mesmos, e a falta de condições para quem acompanha a AG remotamente, que não consegue ouvir praticamente nada do que é falado na sala
- Foram colocadas várias dúvidas sobre as diferentes rubricas do orçamento (à frente as explicações dadas), nomeadamente:
i. 3 apoios de 10 000 eur cada a provas EPA 1000 - circuito europeu semelhante ao Futures ATP, com 3 provas previstas para Portugal, correspondendo o valor à organização, alojamentos, prize moneys, etc. em cada prova;
ii. critérios para atribuição de bolsas para jogadores top 100 WPT - apesar do nome, os critérios de seleção de 6 jogadores (3 homens e 3 mulheres) não se centra na presença no top 100 WPT mas em critérios (?) da FPP. neste momento, a Nogui recebe a maior fatia destas bolsas, não tendo ficado claro o porquê dessa decisão, e o até há pouco tempo n.º 1 nacional masculino não recebe nada, supostamente por não ser um jogador selecionável na altura do envio da lista para o IPDJ;
iii. receita de 60 000 eur prevista com os patrocínios do circuito nacional - em negociações, com possibilidade de alargamento desta verba se o patrocínio se estender às seleções nacionais;
iv. suborçamentação das receitas com as verbas dos cursos de treinadores e juízes árbitro - aparente erro, sendo os valores apresentados os do balanço (deduzidos os custos) e não as receitas, como deveriam ser;
v. aumentos dos custos com espaços (+50%) e apoio jurídico (+67%) - mais uma sala alugada na sede para ministrar formações e necessidade de maior apoio jurídico com os recentes problemas com a EPA/FIP e dívidas em contencioso com a empresa que até 2018 (?) organizava o WPT
vi. aumentos significativos dos custos com deslocações (+220%) - maiores necessidades de deslocação do selecionador nacional e dos membros da direção, nomeadamente devido à maior presença destes em órgãos internacionais;
vi. diferenças entre as rubricas estágios jovens e deteção de talentos - o primeiro é só para a seleção e o outro são dias organizados um pouco por todo o país em que qualquer jovem se pode apresentar e ser avaliado;
vii. aumento de quase 50% nas receitas com as licença de treinadores e diirigentes filiados previsto para 2020 - justificado pelo aumento de clubes filiados e de cursos ministrados, não tendo sido possível perceber o porquê do contrassenso entre esta aparente sobreorçamentação face à suborçamentação das receitas com esses mesmos cursos. por outro lado, existem mais de 60 juízes árbitro filiados em 2019 e apenas 20 nas receitas de 2020...
viii. elevado peso dos RH no orçamento para uma federação tão jovem e ainda com poucos federados - foi dado o exemplo dos atrasos nos pagamentos aos clubes por parte da FPP (40 000 eur por processar até final do ano) como evidência da necessidade de reforçar o staff da FPP entre outros argumentos
- Foi referida a equidade nos prémios femininos e masculinos das provas FPP, tendo o presidente referido que neste momento há um grande desfasamento da presença masculina e feminina nas provas do circuito: 79% homens e 21% mulheres
- Um pouco offtopic, mas relativamente ao campeonato nacional, a FPP isentou-se de culpas, indicando que são as diretrizes do IPDJ que nenhum jogador estrangeiro possa ser declarado campeão nacional, não se tendo percebido porque foi permitida sequer a inscrição de estrangeiros no campeonato
- Um dos delegados dos jogadores referiu que tem de ser dada maior atenção aos veteranos, dado que eles neste momento representam uma fatia muito importante dos jogadores (75% com mais de 35 anos, segundo as suas estimativas) e têm muito poucos apoios, como é o caso dos apoios quase inexistentes para a seleção de veteranos. A direção referiu que o IPDJ não canaliza verbas para este escalão. Contudo, nem tudo precisa de vir do IPDJ, há verbas próprias FPP para o efeito, a começar pelas licenças e participação em torneios só destes jogadores.
- Um dos delegados dos clubes criticou a qualidade do trabalho no Padel Escolar e juvenil, referindo que se vê muita festa e muitos miúdos nas bancadas das provas internacionais, mas que não vê resultados palpáveis e consistentes do mesmo. Sugere a criação de bolsas para jovens irem treinar a Espanha ou por cá, nomeadamente para jovens cujos pais não têm capacidade financeira para tal. A direção da FPP contrapôs indicando que é dos trabalhos de que mais se orgulha, tendo apresentado números dos professores formados, crianças aderentes, clubes envolvidos, etc.
- Este mesmo delegado questionou ainda os fracos números de presença feminina nos torneios face ao sucesso de outras provas, nomeadamente Ligas sociais, tendo proposto a nomeação de uma pessoa responsável para o padel feminino que o saiba desenvolver e promover.
- Ainda sobre o circuito juvenil, este delegado acrescentou que os melhores jogadores jovens não participam no circuito por este ter um nível muito fraco e que acabam por competir com os adultos. A FPP referiu que o circuito teve uma média de 12 duplas por torneio em 2018 (14 provas no total), mas que subiu para 24 duplas em 2019 (22 provas no total), e que espera um crescimento em 2020.

A proposta de orçamento foi levada a votação, passando com os votos a favor de todos os delegados, exceto eu que me abstive.

TAXAS
- Só para contextualizar, foram propostas as seguintes alterações de taxas para 2020:
i. aumento de 7% na licença de clubes e de 17% na licença por campo
ii. aumento de 100% na licença das empresas
iii. aumento de 18% na licença dos jogadores e de 20% na dos praticantes
iv. aumentos de 16%, 5% e 15% nas licenças de treinador, juíz árbitro e dirigente, respetivamente
v. abolição do desconto de 5 eur pela segunda categoria, justificado pelo elevado trabalho administrativo que implica

- foram feitas várias críticas ao elevado aumento de taxas proposto, essencialmente por mim e por um delegado dos clubes, o qual frisou que este aumento é contrário ao esforço de angariação de federados
- o presidente da direção disse que as taxas se tinham mantido inalteradas durante muito tempo e que tinham de as subir agora
- depois voltou a bater na tecla de obrigar todos os praticantes de padel a serem federados como trajeto para a obtençao de mais filiados, dando novamente o exemplo do golfe. referiu ainda a importânia da ajuda dos clubes nesse esforço, de impedirem os utilizadores do espaço de jogarem nos clubes se não forem filiados, e que voltará a propor isto no próximo mandato, se se voltar a candidatar
- quando falei eu, comecei por criticar severamente (mais uma vez) esta ideia da obrigatoriedade de todos os praticantes serem federados, que é contrária ao espírito da modalidade, eminentemente social, e que se a queremos democratizar este não é seguramente o caminho, referindo que caminhar nesse sentido é dar tiros nos pés
- sobre as taxas, indiquei que as únicas taxas que se tinham mantido inalteradas eram as dos clubes entre 2017 e 2019, tendo tudo o resto aumentado significativamente ao longo dos anos. dei os exemplos dos aumentos percentuais rubrica por rubrica referidos acima para 2020 e fiz um apanhado histórico desde 2016, último ano sem apoios adicionais do IPDJ: clubes +14%, empresas +186%, jogadores +63%, treinadores +57%, juízes árbitro +13% e dirigentes +50%. questionei como se pode aumentar tanto as taxas a partir do momento em que há mais verbas para a modalidade vindas do IPDJ, quando o trajeto deveria ser inverso ou pelo menos de manutenção das taxas para aumento de filiados
- argumentei ainda com o aumento anormal das licenças para as empresas, quando existem apenas 3 empresas filiadas em 2019. sublinhei o facto de a PadelBox, apesar dos seus esforços de pedidos de aprovação das suas provas, todos eles rejeitados pela FPP, ser a única empresa organizadora de provas sociais que é filiada na FPP, não percebendo como é possível que 2 outras provas sociais tenham aprovação FPP se as empresas que as organizam nem sequer sejam filiadas na FPP, tal como sucede com a empresa que atualmente organiza o WPT em Portugal, igualmente não filiada
- isto deixou o presidente da direção incomodado, referindo que se tratava de um erro e que estes 3 casos eram empresas filiadas...

A tabela de taxas foi levada a votação e foi chumbada com os votos contra do delegado de clubes que as criticou assim como o meu, juntamente com 4 abstenções e 2 votos a favor. 3 delegados dos clubes foram embora a meio da discussão deste ponto, não tendo votado

EPA
Foi levada a discussão a entrada da FPP na EPA, apesar de formalmente a FPP já fazer parte da EPA há vários meses, tendo inclusive organizado uma prova EPA recentemente
- questionei o racional por trás da criação da EPA, tendo sido referido que se trata de um órgão que faz todo o sentido em termos institucionais com o crescimento da modalidade, criando uma plataforma intermédia entre as federações europeias e a estrutura internacional da FIP
- frisei ainda a péssima imagem que o diferendo FIP/EPA representa para a modalidade, tendo o presidente da direção referido o caráter "complicado" do atual presidente da FIP como estando na raíz de todo o problema e dado o exemplo do apoio da Federação Espanhola de Padel à prova que decorreu em Portugal para justificar que a razão aparente está do lado português. contraargumentei referindo que esse apoio é meramente circunstancial, dado que também o presidente da FEP é acusado no próprio país de ter um caráter "complicado" e que seguramente não vai ser reeleito nas eleições que irão decorrer em breve, devido à falta de apoio de mais de metade das federações autonómicas que elegem a direção, podendo deixar Portugal isolado nesta batalha
- questionei ainda sobre quais os riscos financeiros para a FPP pela organização de uma prova não reconhecida internacionalmente por ter recebido dinheiros públicos do IPDJ e quais os riscos para a Utilidade Pública Desportiva da FPP decorrentes do facto de Portugal estar neste momento suspenso da FIP e em risco de expulsão da FIP, o que levaria à extinção da UPD por falta de reconhecimento internacional. o presidente referiu que é impossível isso acontecer, porque uma expulsão necessita de 80% dos votos em AG e "isso nunca vai acontecer", e relativamente à organização da prova EPA, não há riscos financeiros alguns

A entrada da FPP na EPA foi aprovada por unanimidade.

OUTROS ASSUNTOS
Infelizmente tivemos pouco mais de 10 minutos para discutir outros temas, o que levou a que algumas das questões que pretendia esclarecer tivessem ficado de fora. Um dos delegados dos jogadores apresentou vários temas relatados por jogadores, mas que não consegui reter a maioria por não terem tido resposta da FPP, ao passo que eu terminei a AG referindo i. a preocupação com o RGPD com a recente passagem de dados dos jogadores para a plataforma TiePadel, não se tendo percebido em que momento foi autorizada essa mesma partilha de dados com uma plataforma externa à FPP (indicaram que "achavam e esperavam" que o TiePadel estivesse devidamente resguardado quanto a esse tema), ii. a estranheza dos jogadores do campeonato nacional de clubes por terem defrontado equipas quase integralmente compostas por jogadores espanhóis, as queixas pelos enormes atrasos e o desinteresse pela prova demonstrado pela FPP, evidenciados pela ausência de um elemento da FPP nas entregas de prémios e pelo regulamento da prova no site ser ainda o de 2018, iii. atrasos na emissão dos diplomas dos treinadores para obtenção da credencial do IPDJ (aqui a FPP referiu que tem sido um processo complicado o de obter a informação do IPDJ que seja definitiva para encerrar estes processos, relatando as várias reuniões mantidas com esta entidade nesse sentido)
« Última modificação: Dezembro 17, 2019, 12:23:43 am por pepper »
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #55 em: Dezembro 16, 2019, 12:04:34 am »

Excelente resumo e acima de tudo Obrigado pelas intervenções na assembleia !!! 👏👏👏👏
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #56 em: Junho 15, 2021, 08:50:07 am »

bom dia. amanhã iremos ter uma AG extraordinária com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Relatório e Contas 2020
2. Orçamento e Plano de Actividades Rectificativos 2021
3. Moção de Confiança ao Presidente da FPP
4. Sócios Honorários
5. Outros assuntos

será uma boa oportunidade para se discutirem as recentes notícias vindas a público sobre a FPP e o seu presidente, a ausência das competições internacionais, os processos em tribunal, etc.

têm comentários ou outros temas que queiram ver esclarecidos nesta AG? deixem aqui as vossas notas e tentarei levá-las a discussão. obrigado
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #57 em: Junho 15, 2021, 12:29:43 pm »

bom dia. amanhã iremos ter uma AG extraordinária com a seguinte ordem de trabalhos:

1. Relatório e Contas 2020
2. Orçamento e Plano de Actividades Rectificativos 2021
3. Moção de Confiança ao Presidente da FPP
4. Sócios Honorários
5. Outros assuntos

será uma boa oportunidade para se discutirem as recentes notícias vindas a público sobre a FPP e o seu presidente, a ausência das competições internacionais, os processos em tribunal, etc.

têm comentários ou outros temas que queiram ver esclarecidos nesta AG? deixem aqui as vossas notas e tentarei levá-las a discussão. obrigado

Temos falado do tema fora do forum.... É surreal o que se passa

Gostava mesmo que os estatutos fossem alterados para que todos os federados possam participar numa assembleia geral
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #58 em: Junho 17, 2021, 07:48:35 pm »

Resumo da AG: tudo aprovado por maioria e sócios-honorários aprovados por unanimidade.

Nos pontos 1 e 2 não houve grande discussão, tendo o Presidente justificado as alterações ao orçamento com o facto de as verbas recebidas do IPDJ terem sido inferiores ao esperado, assim como o ano atípico que ainda vivemos, semelhante a 2020. Nota de destaque, os filiados caíram de 7500 em 2019 para 4500 em 2020 e os sociais de pouco mais de 1000 para 400, o que significou um rombo grande nas contas.

No ponto 3 da moção de confiança à direção, questionei diretamente o Presidente sobre a sua recandidatura, tendo ele respondido estar ainda a equacionar a mesma, em face da sua vida pessoal e profissional. Intervi então manifestando a minha preocupação com 3 temas, face ao que se soube recentemente: i) processos em tribunal, ii) ausência de Portugal dos Campeonatos do Mundo e da Europa, iii) supostas ilegalidades nos contratos programas com o IPDJ. Pedi antecipadamente diversos documentos à FPP para os analisar, mas apenas me enviaram os acórdãos dos processos em tribunais nacionais a 2 dias da AG, tendo sido um enorme desafio processar esta informação em tão pouco tempo. Face a isto, não me foi possível debruçar sobre o 3.º ponto relativo ao IPDJ, pelo que foquei a minha intervenção nos 2 primeiros pontos.

Resumidamente, manifestei a minha preocupação com o facto de a FPP ter perdido os 3 processos que colocou no Tribunal Arbitral do Desporto internacional, que deu razão à FIP em praticamente todos os pontos em análise. Confirmou assim a validade da suspensão imposta pela FIP à FPP em 2019, no seguimento da organização do Campeonato da Europa de Padel da EPA na mesma data do Campeonato da Europa de Padel da FIP, considerando esse facto como uma violação grave dos estatutos da FIP. Segundo pude apurar, a fatura com estes processos e multas ascendeu a mais de 75 000 eur.

Fiz o mesmo para as ausências de Portugal no Mundial e Europeu e concluí com a preocupação da perda da UPD do padel para a FPP, tendo em conta a ausência das principais competições internacionais e um eventual novo processo de suspensão da FPP pela FIP, dois dos critérios de atribuição da UPD.

A resposta obtida resume-se a que "não me devo preocupar com a perda da UPD porque isso nunca irá acontecer". Acrescentou ainda que Portugal não vai ao Mundial por causa dos direitos das mulheres, apesar das declarações do próprio presidente em 2020 terem sido noutro sentido, ao passo que não reconheceu o Europeu da FIP como o oficial, indicando ser o da EPA. Não respondeu como é que a Nogui e a Sofia vão jogar esse Europeu da EPA, tendo em conta que há um WPT nas mesmas datas, prova a que contratualmente são obrigadas a ir.

Depois disto, não me foi dada novamente a palavra para contrargumentar e passou-se à votação. Não concordando com este caminho seguido pela FPP, de confronto aberto à FIP e de suporte artificial à EPA, instituição não reconheida pela FIP, votei contra a moção de confiança, tendo todos os outros delegados votado a favor.

De realçar que no final da AG foi feita uma pergunta por outro delegado sobre a possível devolução de verbas ao IPDJ face a potenciais financiamentos indevidos a provas não oficiais e o Presidente leu uma carta recebida dias antes do IPDJ, em que este confirma a admissibilidade desses financiamentos pela relevância das competições em causa.
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Re: Vox populi - Delegado dos Jogadores à AG da FPP
« Responder #59 em: Junho 19, 2021, 06:02:27 pm »

Parece o BES e outros processos que tais
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